Granada foi a última fortaleza árabe a ser tomada pelos Reis Católicos em 1492, deixando tesouros arquitetônicos importantes como a cidadela real de Alhambra, o Generalife e o bairro mouro de Albaicín.

Dia 1

Albaicín

Chegamos em Granada já no fim da tarde e pegamos um ônibus local até o famoso Miradouro de San Nicolasna parte mais alta do Albaicín, o bairro mouro numa encosta com uma vista espetacular da vizinha Alhambra e das montanhas com neve de Sierra Nevada. 

Miradouro San Nicolas

Próximo ao Miradouro de San Nicolas fica a única mesquita de Granada, que tem entrada gratuita e belos jardins de frente para a colina de Alhambra. Lá é um ótimo local para se apreciar a paisagem com mais calma, bem menos tumultuado que o famoso mirante. Infelizmente, não visitamos pois ainda se encontrava fechada.

Descemos a pé pelas ruazinhas e escadarias do bairro apreciando sua beleza e encantos, até chegar na Carrera del Darro, uma ruazinha de parelepípedo espremida entre o Albaicín e Alhambra com várias lojas com produtos típicos da cultura moura e alguns monumentos interessantes de frente para um riacho.

Carrera del Darro
Foto: Wikimedia Commons

Ao final da Carrera del Darro está a bela Plaza de Santa Ana, onde vimos o edifício da Real Chancillería de Granada e que separa o bairro de Albaicín do centro da cidade.

Dia 2

Alhambra

No dia seguinte, logo cedo, fomos visitar a maior atração, o cartão postal da cidade, e um dos principais de toda a Espanha: Alhambra. O ingresso deve ser comprado com antecedência, aqui, pois as entradas para os sensacionais Palácios Nazaríes são limitados e se esgotam rapidamente.

Comprem o “Alhambra General” que dá acesso completo: Alcazaba, Palacios Nazaríes e Generalife. A compra dos ingressos é intuitiva. Primeiro,  seleciona-se o tipo e quantidade de ingresso. No passo 2, a data da visita e a hora de entrada nos Palacios Nazaríes, que não é a hora que se entra no complexo. Essa hora é estritamente observada e se recomenda estar lá 15 minutos antes do horário agendado. No passo 3, inclui-se os dados pessoais do visitante e, no passo 4, os de pagamento.

Como os ingressos dos Palacios Nazaríes já estavam esgotados no site, uma forma alternativa foi comprar o Granada Card, aqui, que incluiu 5 dias consecutivos de visita aos principais monumentos da cidade, 9 bilhetes de ônibus, 1 volta no trem turistico e, claro, a entrada de Alhambra e Palácios Nazaríes, onde também é preciso marcar o horário da visita. O Granada Card custou 40 euros, praticamente 3 vezes o valor da entrada “Alhambra General” que custaria 14 euros. Mas, como ir a Granada e não visitar Alhambra não fazia o menor sentido, essa foi a nossa salvação. E assim também fugimos da terceira forma de se visitar Alhambra que seria contratando um tour privado por 120 euros.

Generalife

Como marcamos a visita aos Palacios Nazaríes para 2 horas depois da abertura de Alhambra, horário que entramos, começamos a visita pelo Generalife para apreciar seus belos jardins. Ele não é caminho para as outras atrações, mas sim um pequeno desvio, tendo de voltar quase até a entrada novamente para se ver o restante.

Iglesia Santa Maria de la Alhambra

Seguindo para a parte principal do complexo, passamos pela Iglesia Santa Maria de la Alhambra, do início do Século XVII construída sobre a Mesquita Maior e seu banho, conservado parcialmente.

Palacio de Carlos V

Continuamos no Palácio de Carlos V, um pátio circular em estilo romano, onde está instalado o museu de Alhambra. Dentro do museu não é permitido tirar fotografias.

Alcazaba

Visitamos, depois, o Alcazaba, a antiga fortaleza de proteção de Alhambra. Subimos nas torres e apreciamos o visual de Sierra Nevada e do Albaicín.

Palacios Nazaríes

Aproximadamente 15 minutos antes do nosso horário agendado, já entramos na fila dos Palácios Nazaríes. Aproveitamos esse tempo para tirar fotos do bairro de Albaicín.

A visita lá não é guiada, mas segue um caminho pré-determinado, passando por todas as salas importantes, como o Salón de Embajadores, a Sala de las Dos Hermanas e a Sala de los Reyes. O Patio de los Arrayanes é um dos principais cartões postais de Alhambra e o Pátio de los Leones também impressiona por sua beleza.

Granada

Terminada Alhambra, demos continuidade ao roteiro e fomos ver a Plaza de Isabel la Catolica, localizada na área central da cidade, de onde saem e chegam os ônibus que levam até Alhambra, com o famoso Monumento a Isabel I y Cristóbal Colón, representando a autorização da expedição para a descoberta de novos mundos.

Plaza Isabel I

Em seguida, visitamos o Palácio La Madraza, a primeira escola da Península Ibérica, fundada em 1349, onde hoje funciona como a Faculdade de Letras da Universidade de Granada e o Museu de Belas Artes.

Por um decreto do Ayuntamiento da cidade alguns dias antes da nossa viagem, os dias em que estivemos em Granada, quinta-feira santa e sexta feira da paixão, além do domingo de páscoa e segunda-feira seguinte, foram marcados como feriado em razão da semana santa, e os monumentos estavam fechados, os ônibus não circularam regularmente. No sábado em que funcionariam, já era o nosso vôo de volta. Aproveitamos o Granada Card para ver Alhambra e visitamos o Parque de Ciências que também não fechou.

A próxima parada seria a Catedral de Granada, a primeira igreja renascentista da Espanha, inaugurada em 1492. Sua altura impressiona e o interior é riquíssimo! Também veríamos a Capilla Real – El Sepulcro de los Reyes Católicos. Ficamos apenas com o vislumbre de sua bela fachada.

Catedral de Granada

Perto da Catedral, fica um dos maiores mercados (Alcaiceria) da cidade: onde encontramos desde objetos de decoração a produtos alimentícios. E, nas proximidades do mercado, dezenas de pequenas lojas árabes fazem a alegria dos turistas em busca das famosas lembrancinhas.

Finalizamos nosso passeio no Parque de las Ciencias, um incrível complexo interativo das ciências físicas, químicas, biológicas e astronomia.

 

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