Ronda, a “Pérola da Andaluzia”, é uma das cidades mais antigas da Espanha e está separada por um desfiladeiro calcário de 100 metros por onde corre o rio Guadalevín.


As origens da cidade é celta, batizada de Arunda no Século VI a.C. Os gregos a chamaram de Runda e depois foi conquistada pelos romanos. Ainda foi ocupada pelos muçulmanos em 711, que passaram a denominá-la Izn-Rand Onda (a cidade do castelo), sendo a capital da província de Takurunna. Foi reconquistada pelos Reis Católicos Fernando e Isabel em 1485.

Ficamos uma noite na cidade em um apartamento que reservamos no airbnb, esse aqui, com um maravilhoso terraço para podermos observar nas mais diversas horas do dia a principal atração da cidade, a Puente Nuevo, que liga a parte antiga e a nova da cidade sobre o “el Tajo de Ronda”.

Começamos nosso passeio na Plaza de Toros, uma das mais antigas, monumentais e bonitas da Espanha. A arena das touradas é propiedade da Real Maestranza de Caballería de Ronda, sociedade de cavaleiros fundada pelo rei Felipe II em 1572. O ingresso inclui a visita à Plaza e a um pequeno Museu Taurino localizado no seu interior. Eu optei por não visitar porque não aprecio, tampouco apóio essa expressão cultural com maus tratos de animais.

Plaza de Toros

Seguimos para conhecer a Casa del Rey Moro, um palácio do Século XVIII que está sendo completamente restaurado e que tem acesso a uma antiga mina de água de origem árabe, construída aproveitando uma gruta natural onde criaram uma escadaria com 200 degraus que nos levou 100 metros até ao fundo do cânion ao nível do Río Guadalevín.

Em frente, está o Palacio del Marqués de Salvatierra, com sua fachada barroca em alvenaria de pedra com porta cinzelada, colunas coríntias e uma grande sacada com grades forjadas. A fachada é arrematada por um frontão esculpido que abriga 4 figuras nuas de clara influência inca.

Casa del Marques de Salvatierra

Logo ao lado, estão os Arco de Felipe V, a antiga porta da cidade e um lugar que rende ótimas fotos.

Arco de Felipe V

Fomos até a Plaza María Auxiliadora, na parte antiga da cidade, onde pegamos uma trilha de 15 minutos de caminhada para apreciar a vista mais clássica do Tajo e da Puente Nuevo, construída entre 1759-1793. Aproveitamos a descida e atravessamos por baixo da ponte para ver o outro lado também.

El Tajo de Ronda

Depois, demos umas voltas no “casco antiguo” da cidade, com ruas estreitas, igrejas, casas-palácio, museus, restaurantes e lojas.

Cascuo Antiguo Ronda

A próxima parada foi no Palácio de Mondragón / Museu Municipal de Ronda, um palácio mudéjar-renascentista que conta a história da Região que remonta à era pré-histórica.

Fomo conhecer a Parroquia Santa Maria la Mayor, o principal templo católico de Ronda. Este espaço é considerado sagrado desde a época do Império Romano, quando foi erguido um templo. Durante a ocupação muçulmana, estava a Mesquita Mayor da cidade. Após a reconquista no séc. XV, a antiga mesquita foi transformada em igreja católica, conservando-se os restos do arco do Mirhab e o minarete, construídos entre os séc. XIII e XIV.

Na mesma praça, encontra-se o Ayuntamento de Ronda – Casa Consistorial, a prefeitura da cidade.

Fomos, em seguida, visitar as Ruinas de la Alcazaba, o palácio e muralha destruídos parcialmente pela invasão de Napoleão Bonaparte, que tinha grande importância estratégica na defesa de Ronda.

Ruinas de la Alcazaba

Finalizamos o passeio nas Muralhas e Puerta de Almocábar que mostra uma das antigas entradas da cidade, com restos da muralha que delimitava o centro histórico.

Murallas e Puerta de Almocábar

 

Faltou alguma coisa em nosso roteiro? Deixe um comentário ou nos envie um e-mail contando como foi sua experiência de Ser Turista em Ronda.

Deixe um Comentário