O Instituto Inhotim, em Brumadinho, está entre os 25 melhores museus do mundo. É uma mistura de galeria de arte e jardim botânico, sendo o maior museu a céu aberto do mundo. É um perfeito cenário que une arte e natureza.

Como chegar

Chegar em Inhotim é super fácil, eu comprei com a Belvitur aqui o pacote que sai do Hotel Holiday Inn – Rua Professor Moraes, 600, Funcionários, Belo Horizonte-MG, às 8:30 em um micro ônibus, retornando de lá às 17:30.

O roteiro que nós fizemos

A melhor maneira de se guiar é através do mapa. Imprima o seu mapa aqui e planeje seu passeio.
Logo na chegada, os Jardins já impressionam: somos recebidos por um corredor de palmeiras que nos leva até a recepção.

As palmeiras de Inhotim

Perto da entrada, vimos a curiosa estátua Zhang Huan (A11): é  corpo de tartaruga com cabeça humana carregando um monolito com ideogramas chineses, que representam na sua simbologia a loongevidade.

Zhang Huan: cabeça de homem e corpo de tartaruga

Sempre em frente na rotatória, passaremos em frente ao Bar do Ganso, Restaurante Tamboril (o restaurante escolhido para o nosso almoço e, quiçá, o melhor restaurante buffet que já comemos), e por várias obras, dentre elas: a curiosa Boxhead, de Paul McCarthy, e a simbólica Escultura para todos os materiais não transparentes, de Waltércio Caldas.

Na sequência, visitaremos a Galeria da Mata (G1), que  abriga obras temporárias e também tem uma instalação interessante de Renata da Mata, Falha, que é um conjunto de placas articuladas e dobradiças que vão se transformando, interativamente.

Falha

A diante, vemos a escultura Gigante Dobrada, de Amílcar de Castro. Como em todas as suas obras, a enorme escultura se transforma de acordo com o ângulo em que é observada.

Gigante Dobrada

A próxima parada é a Galeria Rouge (G2). Fica em frente ao lago, com suas paredes de vidro, que permitem enxergar a instalação vermelha de Tunga a metros e metros de distância. A obra True Rouge é feita com redes, madeira, vidro soprado, pérolas de vidro, tinta vermelha, esponjas do mar, bolas de sinuca, escovas limpa-garrafa, feltro, e bolas de cristal. Tem, 315 x 750 x 450 cm, e foi executada em 1997.

A próxima parada é a Galeria Doris Salcedo (G8), onde tem uma estrutura em gesso e aço. Muito interessante.

Galeria Doris Salcedo

A seguir, visitar a Galeria Miguel Rio Branco (G16), com diversas fotografias e projeções. Há também obras de nú artístico. É muito colorida e interessante. Não deixe de visitar.

Galeria Miguel Rio Branco

Pegar o carrinho de transporte interno do parque até a Galeria Sonic (G10), para ver a obra de Doug Aitken, uma galeria de vidro e madeira que reproduz os sons emitidos pela terra – num buraco de 200m cavado sob a galeria. Entrar em silêncio e literalmente ouvir o que a terra nos diz.

Sonic Pavilion

A próxima parada é a Galeria Matthew Barney (G12). Sua arquitetura futurista traz um trator arrancando uma árvore pela raiz. É impressionante de se ver.

Agora, retorne até a Galeria Doris Salcedo (G8) e veja a sensacional obra Imensa, de Cildo Meireles, que são cadeiras que vão se sobrepondo até formar uma mesa gigante.

Imensa

A seguir, mais uma obra de Edgar de Sousa (A16), também sem título, uma das minhas obras preferidas! Quero ver você resistir e não tirar uma foto assim também!

Vou, carinhosamente, chamar de cambalhota!

Seguimos para uma das obras mais fotografadas de Inhotim, Invenção da cor, penetrável Magic Square # 5, De Luxe (A12), de Hélio Oiticica. Você fai passar muito tempo caminhando dentro do quadrado, fotografando cada ângulo de interação da obra com a exuberante natureza em volta.

Continuamos no mágico jardim flutuante de Yayoi Kussama, Narcissus Garden (A17). São 500 esferas de aço que flutuam sobre o espelho d’água do Centro Educativo Burle Marx, criando novas formas e movimentos de acordo com o vento refletindo o céu, água e vegetação, e, claro, nós, seres turistas.

A próxima parada foi na fantástica obra de Dan Graham, chamada de Bisected Tiangle, Interior Curve (A4). O Triângulo espelhado de Dan Graham, enfatiza o diálogo entre arquitetura-escultura e paisagem-jardim. Dá vontade de passar horas e horas tirando fotos com todas as variações do lindo cenário a nossa volta.

Bisected Triangle, Interior Curve

No caminho, fizemos uma pausa merecida para apreciar a perfeição da natureza ao nosso redor, contemplando as lindas e gigantes árvores.

A próxima Galeria foi a Cildo Meireles, que tem três instalações incríveis:  Através, onde literalmente pisamos em vidros,  Desvio para o vermelho: Impregnação, Entorno, Desvio, uma sala repleta de objetos vermelhos, e a Glove Trotter, que lembra o solo lunar.

A próxima parada seria a Galeria Fonte (G4), sempre recheada com exibições temporárias e obras de artistas convidados. Mas não pudemos visitar que estavam montando uma nova exposição.

Seguimos para a obra mais fotografada de Inhotim, os 3 fuscas coloridos, Troca-Troca (A6), de Jarbas Lopes. São 3 fuscas cujas partes foram mescladas entre si, gerando um contraste de cores em meio ao verde.

Troca-troca

Continuamos na Galeria Cristina Iglesias (G19), por uma trilha no meio da mata. É um quadrado de espelhos com esculturas verdes que remetem a plantas. A obra interage perfeitamente com a natureza fazendo parte dela.

Visitation Room Inhotim

Pegamos mais uma vez o carrinho de transporte para ir lá para o alto. No caminho, passamos pela escultura Elevazione (A21), de Giuseppe Pennone, que é uma árvore de bronze que foi moldada sob uma castanheira morta, apoiada em 5 árvores de Guaritá. Essas árvores à medida que forem crescendo, modificarão a escultura.

Elevazione

Ao descermos do carrinho, pegamos a trilha para a obra Bean Drop Inhotim. A obra é uma piscina cheia de concreto onde foram soltas 71 vigas de metal por um guindaste a 45 metros de altura que se solidificaram alí.

Beehive Bunker

Ali perto, uma outra obra interessante nos chamou a atenção, a Beehive Bunker. Ela foi feita com sacos de cimento de secagem rápida, que de forma gradual, foi montada num dos pontos mais altos do parque para reforçar a ideia de “estrutura de defesa”.

Nossa próxima parada foi na obra Piscina (A15), de Jorge Macchi. Nessa obra, é permitido, e quase obrigatório, mergulhar. Você conhece algum outro museu onde é permitido nadar em uma obra?

Piscina
Plantando Letras

A Próxima parada foi na Galeria Marilee Dardot (G17), onde plantamos palavras. A gente escolhe um vaso com a letra preferida, escolhe um tipo de semente, aduba, planta e rega. Só levar o vaso para o jardim e plantar as palavras.

Fizemos uma montagem com o nome do nosso “filho de quatro patas”, o Cappie. Para conhecê-lo, dê uma olhada no instagram dele: @little_cappie.

A próxima parada foi na Galeria Psicoativa Tunga (G21). É um pavilhão de vidro com 3 andares com muitas obras e instalações interessantes do Tunga. Saindo de lá, bem ao lado da galeria Tunga, está o viveiro do Inhotim, um mini-jardim botânico concentrado com diversos canteiros de cactus, de plantas venosas, ervas medicinais, flores e uma infinidade de outras plantas.

Seguimos para a obra visual Viewing Machine (A13), um caleidoscópio gigante, direcionável, com vistas especiais do Inhotim. Aprecie bastante primeiro. Depois, encoste a lente do seu celular e divirta-se!

A próxima parada foi em uma das galerias mais lindas do Inhotim, a Galeria Adriana Varejão (G7). São obras impactantes e o pavilhão é lindíssimo.

Finalizamos o passeio na Galeria Lydia Pape (G20), com uma das arquiteturas mais diferentes e bacanas do museu. A obra Tteia brinca com as luzes, as sombras e cabos de aço. Genial.

Tetteia

Na saída, não deixe de visitar a lojinha do museu que tem coisas lindas!

Foi um dia corrido, mas deu para vermos tudo sem deixar de aproveitar o passeio. Claro que, se pudéssemos dividir a visita em dois dias, teríamos tempo de sobra para ver o museu e aproveitarmos ainda mais da exuberante natureza.

Faltou alguma coisa no nosso roteiro? Deixe um comentário, ou nos envie um e-mail, contando como foi sua experiência de Ser Turista em Inhotim.

 

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2 Comentários

  1. Muito completa sua matéria, parabéns! Já amamos o lugar sem ter essa riqueza de detalhes, se tivéssemos lido sua matéria antes teríamos aproveitado mais. Esse lugar é uma riqueza do nosso Brasil, merece ser divulgado 🙌

    • Lúcio Costa Júnior Responder

      Fiquei muito feliz com seu comentário, Avelina. Inhotim merece ser visto e divulgado sempre. Infelizmente, muitos brasileiros desconhecem a sua existência e grandiosidade artística. Riquíssimo em arte e belezas naturais, numa perfeita sincronia. Um dos museus que mais gostei de conhecer. Muito obrigado por acompanhar.

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